Argiope lobata
(Pallas, 1772)Trata-se de uma das maiores aranhas que ocorrem em Portugal, sendo que a fêmea pode atingir os 25 mm de comprimento (sem contar com as patas). O macho é muito menor, não ultrapassando os 8 mm. A fêmea destaca-se por ter um abdómen achatado, profundamente lobado, com cerca de seis a sete lóbulos bem desenvolvidos de cada lado (a característica mais distintiva da espécie). O padrão dorsal é marmoreado em tons de cinzento-prateado, creme, bege e castanho, formando um desenho irregular, por vezes com linhas negras e amarelas a partir dos lobos. A face ventral apresenta um padrão contrastante em tons de preto, amarelo, castanho e branco. O macho tem o abdómen oval e bem mais pequeno. As patas são notoriamente longas e apresentam anéis alternados de preto e amarelo. É frequente avistar-se esta espécie imóvel no centro da teia, geralmente orientada de cabeça para baixo, mantendo as patas agrupadas aos pares, numa postura característica em forma de «X». Esta espécie atinge a fase adulta durante o Verão. As teias são grandes (até 1 metro de diâmetro), ligeiramente inclinadas, têm formato radial, e podem apresentar um padrão em forma de faixa ou de «Z». Geralmente, são construídas entre as ervas secas. Alimenta-se sobretudo de gafanhotos, grilos, moscas, abelhas e vespas, entre outros insetos voadores.
Prefere habitats abertos, ensolarados e secos, como prados, pastagens, campos agrícolas e matos pouco densos, onde instala a sua teia entre a vegetação herbácea.
Distribui-se pela região mediterrânica e ocorre em grande parte do território continental português, sobretudo nas regiões mais quentes e secas.