Nome Comum: Azinheira, azinho, sardão

Nome Científico: Quercus rotundifolia Lam.

Classificação Científica:
Reino Plantae
Divisão Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe Magnoliopsida
Ordem Fagales
Família Fagaceae
Género Quercus
Espécie Q. rotundifolia

Sinonímias: Quercus ballota, Quercus calycina, Quercus ilex var. ballota, Quercus ilex var. rotundifolia, Quercus ilex subsp. ballota, Quercus ilex subf. coutinhoi, Quercus ilex subsp. rotundifolia, Quercus ilex var. dolichocalyx, Quercus rotundifolia var. macrocarpa

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Árvore mais ou menos elevada, por vezes com porte arbustivo, quando em biótopos desfavorecidos (xerofíticos) como cristas ou afloramentos rochosos. Sistema subterrâneo profundo, com raízes horizontais e bastantes rebentos de toiça (“ladrões”). Tronco adulto e ramos grossos com ritidoma fendido; copa ampla sub-arredondada. Folhas persistentes muito coriáceas, pequenas, pecioladas, oblongo-ovadas (arredondadas) a lanceoladas, por vezes sub-orbiculares, outras sub-cordiformes, com margens dentado-espinhosas, a inteiras nalgumas variedades, normalmente mucronadas; menos de 8 pares de nervuras secundárias, frequentemente bifurcadas no ápice e formando ângulos > 50º com a nervura principal, quase perpendiculares na metade proximal da folha; verde-escuras na página superior, glabrescentes com pêlos estrelados, verde-acinzentadas (glaúcas) na página inferior, cobertas de pêlos estrelados e fusionados-estrelados. Cúpula semi-hemisférica ou turbinada, com as escamas pubescentes ovado-lanceoladas, apertadas e imbricadas. Bolota doce a adstringente.

Espécie indiferente edáfica. Forma bosques climatófilos em áreas de ombrótipo seco, e em substratos carbonatados em ombrótipo seco-sub-húmido inferior. Forma bosques edafoxerófilos, em todas as restantes tipologias, desde a fracção mediterrânica ao mundo temperado. Resiste a temperaturas mínimas invernais muito baixas, podendo viver em todas as altitudes de Portugal continental, substituindo os sobreirais.



> Destruição dos azinhais / alteração do uso do solo / fogos
> Pastoreio intensivo (por gado bovino no caso dos montados)
> Substituição das áreas potenciais por floresta de produção (e.g. pinheiro)

> Promoção da dinâmica sucessional
> Protecção e favorecimento das espécies arbóreas e arbustos pré-florestais nos ecossistemas
> Controle do encabeçamento do gado bovino nos montados
> Promoção da regeneração natural (montados inequiénios)
> Controle das mobilizações do solo nos montados (protecção do sistema radicular)

Ligações Externas

Ver descrição detalhada na Flora iberica (1986-2012)

Flora-On: Flora de Portugal Interactiva (2014) | Sociedade Portuguesa de Botânica.

MITRA nature | ICAAM - Universidade de Évora
Biodiversidade da Herdade da Mitra

Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio.
Estabelece medidas de protecção ao sobreiro e à azinheira.

Decreto-Lei n.º 155/2004, de 30 de Junho.
Altera o Decreto-Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio, que estabelece as Medidas de Protecção ao Sobreiro e à Azinheira.

Autor: Carlos Vila-Viçosa Validado por: