Nome Comum: Licranço, Cobra-de-vidro

Nome Científico: Anguis fragilis Linnaeus, 1758

Classificação Científica:
Reino Animalia
Filo Chordata
Classe Reptilia
Ordem Squamata
Família Anguidae
Género Anguis
Espécie A. fragillis

Sinonímias: Anguis orvet, A. gamma

Estatuto de Conservação: LC - Pouco Preocupante

Apesar de ser frequentemente confundido com uma cobra devido ao seu aspecto serpentiforme, na verdade, este réptil é um lagarto desprovido de membros. O corpo, notoriamente comprido e cilíndrico, tem uma aparência lisa, quase vítrea. Tanto a cabeça como a cauda são praticamente indiferenciadas do corpo, sendo que os machos são um pouco mais robustos e apresentam uma cabeça um pouco mais diferenciada. Geralmente, a coloração dorsal varia entre tonalidades pardas, castanho-avermelhadas, acobreadas (quase douradas), podendo existir uma listra mais escura na zona dorsal (linha vertebral) no caso das fêmeas, ou umas pintas azuladas, no caso dos machos; as fêmeas apresentam tonalidades bastante mais escuras nos flancos. A zona ventral é acinzentada ou negra. Tal como ocorre noutros lagartos, o licranço tem a capacidade de soltar a cauda como mecanismo de defesa, possibilitando a fuga quando ameaçado. Apesar dos mitos e crenças populares apontarem o contrário, trata-se de uma espécie inofensiva, não venenosa.

Ocorre em zonas abertas e relativamente húmidas, podendo ser encontrado em clareiras ou orlas de bosques, pinhais, charnecas, prados com vegetação herbácea bem desenvolvida e áreas agrícolas. Também se encontra com frequência em jardins e hortas. Refugia-se em locais húmidos, debaixo de pedras, raízes e pedaços de madeira.

Em Portugal continental encontra-se amplamente distribuído pelo norte (onde é mais abundante) e centro do território, sendo o seu limite meridional a serra de Sintra e a Península de Setúbal. Encontra-se praticamente ausente abaixo do rio Tejo.

Onde se pode encontrar:

Parque Nacional da Peneda-Gerês
Parque Natural de Montesinho




> Destruição/alteração do habitat
> Perturbação/destruição de indivíduos
> Abandono da agricultura tradicional
> Pesticidas agrícolas
> Atropelamento
> Incêndios

> Preservação/protecção do habitat
> Fomentar a pecuária e agricultura tradicionais
> Prevenção de incêndios

Ligações Externas

Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal (Loureiro et al., 2008)
Disponível no portal do ICNF

Iberia Change | Biodiversidade e Alterações Climáticas na Península Ibérica: Mapa da espécie

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