Reserva Natural do Estuário do Sado

Situa-se no distrito de Setúbal e abrange os concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal e Grândola. Deve o seu nome ao rio Sado, que nasce a sudoeste de Ourique e passa por Alcácer do Sal, até desaguar a oeste da cidade de Setúbal. A extensão do rio que está inserida na Reserva mede cerca de 28 km, sendo toda navegável. A Reserva é formada em grande parte por planícies aluviais com uma altitude média muito baixa. Podem encontrar-se ainda outros tipos de formação como dunas, praias (fluviais e marítimas) e alguns afloramentos plistocénicos e miocénicos. Em ambas as margens existem sapais que são entre-cortados por esteiros e canais. Entre os diferentes tipos de ocupação vegetal, destacam-se as áreas florestais e agrícolas. Predomina a floresta, destacando-se a associação entre pinheiro-bravo, pinheiro-manso e sobreiro. A área utilizada para a agricultura é dominada pela cultura do arroz. Com a criação da Reserva (1980), foi simultaneamente definida a Reserva Botânica das Dunas de Tróia, atendendo ao estado de conservação da vegetação natural das formações dunares, nela encontrando-se importantes espécies endémicas, aromáticas e emblemáticas. O Estuário do Sado é o segundo maior estuário português e um dos maiores da Europa. A sua localização geográfica permite que ocorram, simultaneamente, espécies com afinidades Norte-Atlânticas e espécies da região Mediterrânica. A fauna é rica e diversificada, sendo uma das zonas húmidas mais importantes do país. Na Reserva Natural estão registadas 261 espécies de vertebrados, das quais 8 são anfíbios, 11 são répteis, 211 são aves e 31 são mamíferos. O estuário é uma importante área de invernada para várias espécies de aves e de nidificação para outras. Alberga ainda a única comunidade residente de golfinhos, roazes-corvineiro, em território português.

Adaptado do ICNF | Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.